Tenho me superado e renascido sempre que preciso.
A cada golpe, cada dor, todas as decepções se tornam cinzas,
cinzas de lembranças e de sentimentos confusos inacabados, mas nem por isso
menos complexo e profundo.
Cada dor vale a pena se aprender que nos elevamos com ela,
cada golpe terá sido menos duro se percebemos o quanto crescemos com eles, cada
decepção será menos amarga se tivermos a capacidade de transforma-las em aprendizado.
O que seriam das vitórias se não fossem os fracassos?
Ter o dom se extrair o positivo daquilo que aos olhos
humanos é negativo, é justamente isso, reinventar-se e seguir em frente.
Tornar- se manhã, depois de uma longa noite escura. Encontrar espaço para ser
feliz sem se importar com o tamanho do aperto que estamos sentindo.
Sorrir quando minha alma chora mudar de opinião, de regras,
de paradigmas e de sonhos.
Poder romper ciclos e seguir adiante. Olhar-me no espelho e
me permitir continuar sonhando e ser feliz. E se nada disso der certo, saber
que posso ainda mais uma e mais outra vez me reinventar.
A desilusão mata-nos como a morte, porém renascemos das
cinzas, livres das cicatrizes, mais fortes e renovados.
Que eu continue sendo com a Fênix, e que nunca eu tenha medo
de me reinventar e de renascer de minhas próprias cinzas.
Que importa restarem cinzas se a chama foi bela e alta?

