quarta-feira, 3 de abril de 2013

A fênix que habita em mim.


Tenho me superado e renascido sempre que preciso.

A cada golpe, cada dor, todas as decepções se tornam cinzas, cinzas de lembranças e de sentimentos confusos inacabados, mas nem por isso menos complexo e profundo.

Cada dor vale a pena se aprender que nos elevamos com ela, cada golpe terá sido menos duro se percebemos o quanto crescemos com eles, cada decepção será menos amarga se tivermos a capacidade de transforma-las em aprendizado.

O que seriam das vitórias se não fossem os fracassos?

Ter o dom se extrair o positivo daquilo que aos olhos humanos é negativo, é justamente isso, reinventar-se e seguir em frente. Tornar- se manhã, depois de uma longa noite escura. Encontrar espaço para ser feliz sem se importar com o tamanho do aperto que estamos sentindo.

Sorrir quando minha alma chora mudar de opinião, de regras, de paradigmas e de sonhos.

Poder romper ciclos e seguir adiante. Olhar-me no espelho e me permitir continuar sonhando e ser feliz. E se nada disso der certo, saber que posso ainda mais uma e mais outra vez me reinventar.

A desilusão mata-nos como a morte, porém renascemos das cinzas, livres das cicatrizes, mais fortes e renovados.

Que eu continue sendo com a Fênix, e que nunca eu tenha medo de me reinventar e de renascer de minhas próprias cinzas.
 
 
 
 
Que importa restarem cinzas se a chama foi bela e alta?
 

 

sexta-feira, 22 de março de 2013

Amadurecendo

Conforme amadurecemos vamos distinguindo o que verdadeiramente tem importância.
 Pessoas, objetos, sentimentos, atitudes...
Tudo passa a ter dois pesos e duas medidas, o que é bom fica, o que faz mal vai embora.
E você começa então a se cobrar por não ter sido tão legal, por ter feito pessoas chorarem, por ter desperdiçados chances, amores, abraços...
Uma atitude faz tanto sentido e você começa a se questionar se anda se tornando intolerante ou se realmente existe muita gente idiota por ai.
Querer mudar o mundo ao seu redor deixa de ser uma ideologia e se torna uma realidade, e é preciso muito mais do que palavras, necessita- se atitudes!
Você percebe que aquela velha frase dita por um poeta: O coração é terra que ninguém pisa; é realmente verdadeira, pois existem coisas que guardamos dentro do coração e que a gente não ousa contar a ninguém e com o passar do tempo essas coisas se tornam tão intocáveis que até para nós fica difícil de saber se são verdades ou apenas fantasias de uma alma.
O humor se torna tão instável e sentimentos como raiva, felicidade, realização, tristeza, amor e ódio passam a ser realmente fortes, você não se permite mais titubear diante deles e assim se torna um ser sensível demais.
Não sei bem em que momento essas transformações aconteceram, mas mudaram completamente minha forma de encarar o mundo. Ah se eu pudesse voltar ao tempo e ser madura antes. Quantos erros deixariam de ser cometidos? Quantas almas eu não tocaria só por diversão e depois jogaria fora como se pessoas não tivessem sentimentos? Quantas vezes eu deixaria de sofrer por confiar em pessoas que não merecem a confiança nem delas mesmas? Quantas pessoas eu faria sorrir por evitar que sofressem ao me ver machucada?
Mas nunca é tarde para reparar um erro, afastar pessoas que nos atrasam, mudar o mundo, sorrir e agarrar oportunidades.
E não se queixar dos erros dos passados é fundamental, não me entristeço por esses erros, embora preferisse que fosse diferente, pois tudo que passei até aqui me valeu para distinguir o que é certo do errado e aprender que se não fosse as tolices do passado eu não saberia ser feliz no presente.
Porque afinal amadurecer não é tomar as decisões certas, mas sim saber o que fazer com as decisões tomadas.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Balzaquiana com orgulho!





































Ouvi uma pessoa dizer que a mulher chega ao auge de sua beleza aos 30.
Pode ser, o que sei é que hoje me sinto mais mulher, mais madura e mais segura.
Mas a indecisão... Ah! Essa continua sendo minha companheira.
Hoje me sinto mais saudosista também, parece que conforme o tempo passa as coisas vão se distanciando e você começa a dar mais valor ao que passou.
Comecei a perceber que é preciso aceitar que certas coisas tenham que ficar no passado, sim aquelas mesmas coisas que até ontem eu pensei que poderia trazer para o meu presente.
Comecei a dar valor a cada minuto de sorriso e entender cada lágrima.


Gostaria de ter tido 30 anos sempre, ou pelo menos a postura e a segurança que tenho hoje.
Não penso mais que algo poderia dar certo, tudo tem que dá certo. A sensação que tenho é que as chances para errar são minímas, a vida está ai e é preciso vive-la intensamente.
Quero viver mais!
Amar mais!
Sorrir mais!
Abraçar mais!
Dançar mais!
Cantar mais!
Ousar mais!
Quero não ter a vergonha de ser feliz.
O mundo é cruel para aqueles que não se arriscam.
Hoje tenho a graça de uma menina, e postura de uma mulher.
Hoje tenho a esperança de uma menina, e a confiança de uma mulher.
A diferença é que hoje sou a mulher irresistível, sedutora, confiante.
Hoje não quero mais nada que me faça mal, pessoas de baixo astral e coisas que me coloquem pra baixo. Quero quem me queira bem e me faça bem.
O bom dos 30 é se livrar daquelas fantasias juvenis que nunca dão em nada e começar a viver de verdade, porque já passamos pela fase do desencanto. E quem consegue viver uma nova sem arrastar correntes, vive um outro tipo de paz, outro tipo de felicidade e outras delicias!.
E sabe o que é mais engraçado? Sempre achei que quando chegasse aos 30 me sentiria velha, e hoje percebi o quanto estou mais jovem do que nunca!!!


E como escreveu Honoré de Balzac:
“Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muitainexperiência. Uma nos instrui, a outra quertudo aprender e acredita ter ditotudo despindo o vestido. (...) Entreelas duas há a distânciaincomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza. A mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sobpena de não sê-lo, nada pode satisfazer”.