É no silêncio que se diz as verdades mais cruéis.
É no silêncio que se diz as mentiras mais perturbadoras.
É no silêncio que se diz as mais belas palavras de amor.
É no silêncio que se sente os mais lindos sentimentos e os piores também.
É no silêncio que se escreve poemas, que se compõe músicas.
É no silêncio que se desiste.
É no silêncio que se ouve a respiração.
É com silêncio que se ignora.
É com silêncio que se ama.
É com silêncio que grito tudo que minha mente cria, tudo que minha mente destrói.
O silêncio pode ser alívio.
O silêncio pode ser cortante.
O silêncio fala...
O silêncio meu amor, agora será minha única manifestação.
Em silêncio tente entender tudo que não falo mais.
Em silêncio imagine quantos poemas criei para ti.
Em silêncio lembre-se, lembre-se de mim, do sorriso que te dei, das lágrimas que destruíram suas canções.
Em silêncio tente diferenciar, minhas verdades e mentiras.
Em silêncio tente lembrar das palavras de amor, de todos os sentimentos que despertastes em mim.
Em silêncio fique com os demônios da dúvida, escute apenas minha respiração longe, sem saber se ainda te amo ou se já desisti de ti.
Em silêncio crie suas paranóias, destrua minhas lembranças.
Em silêncio ouça seu coração, ele ainda bate, ele ainda pulsa, mesmo contra sua vontade.
Em silêncio fique...
E tente não enlouquecer!
O Amor alem do sentimento.
" As vezes escrevemos, com os sentimentos do fundo da nossa alma, e esperamos atingir o fundo da alma de quem tem a alma semelhante a nossa "
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
Ele bipolar, eu não pude ser pluri-amor.
O sorriso dele era lindo, me contagiava e fazia eu sorrir pelo simples fato de estar ao lado dele.
Ele sempre comentava nas minhas fotos: Minha menina linda! E isso me incentivava a tirar mais fotos, e me fazia sentir a mulher mais linda e amada na face da terra.
Nossas conversas eram intensas, assim como o sexo. Ninguém no mundo me entendia tão bem, ninguém no mundo gostava das mesmas coisas que eu como você. E isso me fazia entender porque entre milhões de sorrisos escolhi o seu.
Conversávamos sobre história mundial, assistíamos a séries, discutíamos sobre os quadrinhos de Neil Gaiman e Alan Moore, escutávamos Sex Pistols, Rolling Stones, transávamos a noite inteira e parávamos nus em frente à janela para fumar um cigarro e fazer inveja para vizinhança.
Você era minha inspiração na poesia e eu sua inspiração na música. Enquanto eu escrevia, tinha como fundo o som de seu baixo.
Os olhos dele eram apagados, sem vida e por vezes me senti um nada ao lado dele.
Ele sempre contestava minhas fotos, reclamava que eu fazia aquilo para irrita-lo, que onde já se viu uma foto ter mais de 50 likes, e a maioria de homens. E para não arrumar confusão eu apagava todas as minhas fotos e excluía meus amigos.
Não tínhamos conversas, eram horas de silêncios interruptos, se eu chegasse perto eu estava querendo deixa-lo nervoso. E isso me fazia questionar o porquê eu ainda estava ali ao seu lado.
Nosso silêncio era eterno, e por vezes chegava a cortar a minha alma. Sim, era assim que me sentia, como se milhares de navalhas me cortassem por dentro. Nem os quadrinhos o animavam, era só uma história idiota criada por um louco que tomou ácido. Enquanto você ficava na sala mudo com seu charuto, eu me trancava no quarto ouvindo Smiths e REM, olhando pela janela com um copo de whisky na mão.
E enquanto você surtava quebrando o velho baixo, minhas lágrimas molhavam as folhas e não me deixava escrever se quer uma frase inteira.
Nesse looping de emoções, nessa incerteza de ser amada, sem saber se eu era sua menina linda ou uma puta que gostava de se mostrar para outros homens, sai por aquela porta enquanto ouvia ele gritar: te amo sua cretina!
Eu não pude perceber que naqueles momentos de raiva e introspecção você gritava por ajuda, eu não pude te amar quando você não merecia, mas era justamente nesse momento que você mais precisava.
Hoje, somos seres incompletos, por eu ser a mulher que amavas e não ter ficado ao seu lado, você acredita que ninguém irá aguentar suas crises.
Eu por ser imensamente amada e desprezada pelo mesmo homem, acredito que todos são igualmente loucos.
E ambos não dividimos nossas camas com mais ninguém que queira ficar, apenas com quem está de passagem.
Ele sempre comentava nas minhas fotos: Minha menina linda! E isso me incentivava a tirar mais fotos, e me fazia sentir a mulher mais linda e amada na face da terra.
Nossas conversas eram intensas, assim como o sexo. Ninguém no mundo me entendia tão bem, ninguém no mundo gostava das mesmas coisas que eu como você. E isso me fazia entender porque entre milhões de sorrisos escolhi o seu.
Conversávamos sobre história mundial, assistíamos a séries, discutíamos sobre os quadrinhos de Neil Gaiman e Alan Moore, escutávamos Sex Pistols, Rolling Stones, transávamos a noite inteira e parávamos nus em frente à janela para fumar um cigarro e fazer inveja para vizinhança.
Você era minha inspiração na poesia e eu sua inspiração na música. Enquanto eu escrevia, tinha como fundo o som de seu baixo.
Os olhos dele eram apagados, sem vida e por vezes me senti um nada ao lado dele.
Ele sempre contestava minhas fotos, reclamava que eu fazia aquilo para irrita-lo, que onde já se viu uma foto ter mais de 50 likes, e a maioria de homens. E para não arrumar confusão eu apagava todas as minhas fotos e excluía meus amigos.
Não tínhamos conversas, eram horas de silêncios interruptos, se eu chegasse perto eu estava querendo deixa-lo nervoso. E isso me fazia questionar o porquê eu ainda estava ali ao seu lado.
Nosso silêncio era eterno, e por vezes chegava a cortar a minha alma. Sim, era assim que me sentia, como se milhares de navalhas me cortassem por dentro. Nem os quadrinhos o animavam, era só uma história idiota criada por um louco que tomou ácido. Enquanto você ficava na sala mudo com seu charuto, eu me trancava no quarto ouvindo Smiths e REM, olhando pela janela com um copo de whisky na mão.
E enquanto você surtava quebrando o velho baixo, minhas lágrimas molhavam as folhas e não me deixava escrever se quer uma frase inteira.
Nesse looping de emoções, nessa incerteza de ser amada, sem saber se eu era sua menina linda ou uma puta que gostava de se mostrar para outros homens, sai por aquela porta enquanto ouvia ele gritar: te amo sua cretina!
Eu não pude perceber que naqueles momentos de raiva e introspecção você gritava por ajuda, eu não pude te amar quando você não merecia, mas era justamente nesse momento que você mais precisava.
Hoje, somos seres incompletos, por eu ser a mulher que amavas e não ter ficado ao seu lado, você acredita que ninguém irá aguentar suas crises.
Eu por ser imensamente amada e desprezada pelo mesmo homem, acredito que todos são igualmente loucos.
E ambos não dividimos nossas camas com mais ninguém que queira ficar, apenas com quem está de passagem.
quarta-feira, 4 de outubro de 2017
Olhos Demoníacos.
Por trás daquela máscara encontrei seus olhos verdes.
Olhos demoníacos, profundos, enigmáticos e destruidores.
E eu sempre atraída pela sapiência, fui traída pela sua retórica e acabei hipnotizada pelo seu olhar inquiridor.
A merda é que com esses olhos, você conseguiu desconstruir a imagem de mulher forte e segura que demorei uma vida para construir.
Como uma presa fácil deixei você me jogar naquela cama, rasgar minha meia calça e me possuir.
Deixe você me foder descompassadamente, até que seu corpo tombasse em êxtase , deixei você foder meu psicológico até eu tombar por ter sido dominada pelas minhas fraquezas.
Quando me levantei não sabia mais quem era, deixei de ser a mulher segura e voltei a ser a menina frágil. Me encontro desorientada, não me reconheço em meus atos, não reconheço o que sinto, não reconheço a pessoa diante do espelho.
Deixei com você mais que minha meia rasgada, deixei meu orgulho e minha convicção de força e poder.
Já você, você deixou mais que suas digitais em mim, deixou essa dor na boca do meu estômago, que mais parece um soco que dou em mim mesma na ânsia de vomitar você pra fora de mim.
Olhos demoníacos, profundos, enigmáticos e destruidores.
E eu sempre atraída pela sapiência, fui traída pela sua retórica e acabei hipnotizada pelo seu olhar inquiridor.
A merda é que com esses olhos, você conseguiu desconstruir a imagem de mulher forte e segura que demorei uma vida para construir.
Como uma presa fácil deixei você me jogar naquela cama, rasgar minha meia calça e me possuir.
Deixe você me foder descompassadamente, até que seu corpo tombasse em êxtase , deixei você foder meu psicológico até eu tombar por ter sido dominada pelas minhas fraquezas.
Quando me levantei não sabia mais quem era, deixei de ser a mulher segura e voltei a ser a menina frágil. Me encontro desorientada, não me reconheço em meus atos, não reconheço o que sinto, não reconheço a pessoa diante do espelho.
Deixei com você mais que minha meia rasgada, deixei meu orgulho e minha convicção de força e poder.
Já você, você deixou mais que suas digitais em mim, deixou essa dor na boca do meu estômago, que mais parece um soco que dou em mim mesma na ânsia de vomitar você pra fora de mim.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
A fênix que habita em mim.
Tenho me superado e renascido sempre que preciso.
A cada golpe, cada dor, todas as decepções se tornam cinzas,
cinzas de lembranças e de sentimentos confusos inacabados, mas nem por isso
menos complexo e profundo.
Cada dor vale a pena se aprender que nos elevamos com ela,
cada golpe terá sido menos duro se percebemos o quanto crescemos com eles, cada
decepção será menos amarga se tivermos a capacidade de transforma-las em aprendizado.
O que seriam das vitórias se não fossem os fracassos?
Ter o dom se extrair o positivo daquilo que aos olhos
humanos é negativo, é justamente isso, reinventar-se e seguir em frente.
Tornar- se manhã, depois de uma longa noite escura. Encontrar espaço para ser
feliz sem se importar com o tamanho do aperto que estamos sentindo.
Sorrir quando minha alma chora mudar de opinião, de regras,
de paradigmas e de sonhos.
Poder romper ciclos e seguir adiante. Olhar-me no espelho e
me permitir continuar sonhando e ser feliz. E se nada disso der certo, saber
que posso ainda mais uma e mais outra vez me reinventar.
A desilusão mata-nos como a morte, porém renascemos das
cinzas, livres das cicatrizes, mais fortes e renovados.
Que eu continue sendo com a Fênix, e que nunca eu tenha medo
de me reinventar e de renascer de minhas próprias cinzas.
Que importa restarem cinzas se a chama foi bela e alta?
sexta-feira, 22 de março de 2013
Amadurecendo
Conforme amadurecemos vamos distinguindo o que verdadeiramente tem importância.
Pessoas, objetos, sentimentos, atitudes...
Tudo passa a ter dois pesos e duas medidas, o que é bom fica, o que faz mal vai embora.
E você começa então a se cobrar por não ter sido tão legal, por ter feito pessoas chorarem, por ter desperdiçados chances, amores, abraços...
Uma atitude faz tanto sentido e você começa a se questionar se anda se tornando intolerante ou se realmente existe muita gente idiota por ai.
Querer mudar o mundo ao seu redor deixa de ser uma ideologia e se torna uma realidade, e é preciso muito mais do que palavras, necessita- se atitudes!
Você percebe que aquela velha frase dita por um poeta: O coração é terra que ninguém pisa; é realmente verdadeira, pois existem coisas que guardamos dentro do coração e que a gente não ousa contar a ninguém e com o passar do tempo essas coisas se tornam tão intocáveis que até para nós fica difícil de saber se são verdades ou apenas fantasias de uma alma.
O humor se torna tão instável e sentimentos como raiva, felicidade, realização, tristeza, amor e ódio passam a ser realmente fortes, você não se permite mais titubear diante deles e assim se torna um ser sensível demais.
Não sei bem em que momento essas transformações aconteceram, mas mudaram completamente minha forma de encarar o mundo. Ah se eu pudesse voltar ao tempo e ser madura antes. Quantos erros deixariam de ser cometidos? Quantas almas eu não tocaria só por diversão e depois jogaria fora como se pessoas não tivessem sentimentos? Quantas vezes eu deixaria de sofrer por confiar em pessoas que não merecem a confiança nem delas mesmas? Quantas pessoas eu faria sorrir por evitar que sofressem ao me ver machucada?
Mas nunca é tarde para reparar um erro, afastar pessoas que nos atrasam, mudar o mundo, sorrir e agarrar oportunidades.
E não se queixar dos erros dos passados é fundamental, não me entristeço por esses erros, embora preferisse que fosse diferente, pois tudo que passei até aqui me valeu para distinguir o que é certo do errado e aprender que se não fosse as tolices do passado eu não saberia ser feliz no presente.
Porque afinal amadurecer não é tomar as decisões certas, mas sim saber o que fazer com as decisões tomadas.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Balzaquiana com orgulho!
Ouvi uma pessoa dizer que a mulher chega ao auge de sua beleza aos 30.
Pode ser, o que sei é que hoje me sinto mais mulher, mais madura e mais segura.
Mas a indecisão... Ah! Essa continua sendo minha companheira.
Hoje me sinto mais saudosista também, parece que conforme o tempo passa as coisas vão se distanciando e você começa a dar mais valor ao que passou.
Comecei a perceber que é preciso aceitar que certas coisas tenham que ficar no passado, sim aquelas mesmas coisas que até ontem eu pensei que poderia trazer para o meu presente.
Comecei a dar valor a cada minuto de sorriso e entender cada lágrima.
Gostaria de ter tido 30 anos sempre, ou pelo menos a postura e a segurança que tenho hoje.
Não penso mais que algo poderia dar certo, tudo tem que dá certo. A sensação que tenho é que as chances para errar são minímas, a vida está ai e é preciso vive-la intensamente.
Quero viver mais!
Amar mais!
Sorrir mais!
Abraçar mais!
Dançar mais!
Cantar mais!
Ousar mais!
Quero não ter a vergonha de ser feliz.
O mundo é cruel para aqueles que não se arriscam.
Hoje tenho a graça de uma menina, e postura de uma mulher.
Hoje tenho a esperança de uma menina, e a confiança de uma mulher.
A diferença é que hoje sou a mulher irresistível, sedutora, confiante.
Hoje não quero mais nada que me faça mal, pessoas de baixo astral e coisas que me coloquem pra baixo. Quero quem me queira bem e me faça bem.
O bom dos 30 é se livrar daquelas fantasias juvenis que nunca dão em nada e começar a viver de verdade, porque já passamos pela fase do desencanto. E quem consegue viver uma nova sem arrastar correntes, vive um outro tipo de paz, outro tipo de felicidade e outras delicias!.
E sabe o que é mais engraçado? Sempre achei que quando chegasse aos 30 me sentiria velha, e hoje percebi o quanto estou mais jovem do que nunca!!!
E como escreveu Honoré de Balzac:
“Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis . A mulher jovem tem muitas ilusões , muita inexperiência . Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido . (...) Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto , da força à fraqueza . A mulher de trinta anos satisfaz tudo , e a jovem , sob pena de não sê-lo, nada pode satisfazer ”.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Céu Lilás
Hoje acordei e o céu estava lilás, de um tom tão frio e medonho que só as pessoas com real sensibilidade conseguem admirar.
Que só pessoas sensíveis demais percebem que esse tom lilás vai te levar a nostalgia...
Contemplando o céu lindo me peguei nessa nostalgia.
Hoje tinha tudo para ser um dia perfeito, mas eu sabia que precisava parar. Parar, respirar, parar e proseguir; mas não sem antes parar de fingir que estava tudo bem.
Que saudades de todos que já se foram, saudades dos amigos que se perderam pelo destino, saudades dos amores que não vivi, saudades de me olhar no espelho e me ver como realmente sou.
Relendo cartas, revendo fotos, revirando meu passado, me torturando pra ver até onde aguento.
Gosto de sentir as lágrimas escorrendo em meu rosto e acho até que a depressão me cai bem... Na depressão consigo extrair o que tenho de mais profundo em mim, consigo ser eu mesma ser reservas e sem máscaras.
De repente a mulher durona se torna uma menina indefesa, sem recursos e sem artimanhas.
Nesses momentos, como eu desejo ter a oportunidade que perdi, o beijo que não quis e o abraço que eu recusei.
Como gostaria de ter sido mais verdadeira, mais simples. Como gostaria de ter mostrado minha fraqueza ao invés de mostrar que estava tudo bem, como gostaria de ter demonstrado que eu me importava ao invés de dizer foda-se.
Eu deveria ter me embriagado ao som de bossa nova ao invés de ter ignorado aquele sentimento.
Como me sinto idiota por ter sido incapaz de demonstrar meus momentos de fraqueza, por não ter vivido cada emoção no seu exato momento.
E hoje eu quero isso. Quero chorar até borrar a maquiagem, quero beber e escutar bossa nova, quero que me deixem quieta no meu canto, quero curtir a minha dor, quero sofrer até o amanhecer.
Amanhã eu vou acordar. Quero acordar com dor de cabeça, a boca amarga e me sentindo patética.
A patética mais linda do Universo.
E vou prometer viver todas as emoções, afinal se pra ser forte é preciso coragem, para ser fraca é preciso muito mais que coragem é preciso bravura e sensibilidade!
E nem sempre podemos contar com o lilás no céu...
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